A defesa da Constituição da República deveria representar o encargo mais relevante do Supremo Tribunal Federal (STF). Isso na teoria, pois na prática o que vemos é completamente diferente. Entre mocinhos e bandidos, a Corte escolhe sempre a bandidagem.

Com manobras mirabolantes e teses inexistentes, os ministros do Supremo encaminham a destruição da Operação Lava Jato, símbolo máximo do combate à corrupção no Brasil, do fim da impunidade para os crimes de colarinho branco.

Em evidente desrespeito a ordem jurídica, o STF está prestes a anular condenações, destruindo anos de combate à corrupção e o trabalho corajoso do ex-juiz federal Sergio Moro. Rasgaram a Constituição e o Código Civil. Agridem o processo legal para livrar bandidos. Vergonhoso!

O maior golpe da Corte contra a ordem legal – e, consequentemente, contra a parcela honesta da sociedade – se deu nesta quinta-feira (26), em decisão do Plenário. Acolheram uma tese inexistente, com seis votos favoráveis, que poderá anular completamente a Lava Jato.

A tese determina que os réus delatados deveriam ter sido os últimos a serem ouvidos no processo. Votaram a favor Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Celso de Mello.

Segundo balanço divulgado pela força-tarefa da Lava Jato poderão ser anuladas 32 sentenças de casos da operação, que envolvem um total de 143 condenados. Votaram contra a anulação os ministros Edson Fachin, Luís Roberto Barroso e Luiz Fux.

Corruptos, larápios e delinquentes de toda a espécie parecem ter sequestrado o Brasil. Viramos uma ditadura da banda podre da política, que aparelhou o STF para a personificação do crime.

Alguns dizem que vivemos nos limites da estabilidade institucional. A meu ver, os limites foram ultrapassados. Essa estabilidade já não existe, pois não há segurança jurídica. Como diria Rui Barbosa, pai da Constituição: “A pior ditadura é a ditadura do Poder Judiciário. Contra ela, não há a quem recorrer”.

Com a decisão encaminhada, estamos diante de um circo de horrores. Congresso tomado por maioria corrupta, Judiciário aparelhado por bandidos e o Executivo, ao que tudo indica, silenciado – ainda voltarei a questão.

Por: Michael Caceres / Gospel Prime

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